Denúncia foi entregue ao MPF dia 08 de março
ENTIDADES DENUNCIAM PROPAGANDAS DE CERVEJAS
Integrando um conjunto de ações contra a opressão das mulheres, entidades irão denunciar propagandas de teor sexista, em especial as propagandas de cerveja que, neste ano, voltaram a abusar da mercantilização do corpo feminino em suas campanhas comerciais, da discriminação contra mulheres idosas e de mensagens subliminares que incitam o interesse sexual em relação a adolescentes e meninas. A denúncia foi encaminhada, quarta-feira (08), ao Procurador da Cidadania, no Ministério Público Federal, às 14h.
Nessas campanhas, além do corpo da mulher ser comparado a garrafas de cerveja – inclusive com a inscrição “cerveja” em seu corpo –, como na campanha da Antárctica, mulheres idosas foram submetidas a conceitos de inferioridade com a campanha da Kaiser e da Nova Skin, cujo slogan “Quanto mais nova melhor” passou a ser utilizado após série de propagandas em que mulheres eram associadas ora à cerveja “velha” (idosas), ora à “nova” (jovens). Tal slogan, sem limites especificados – dado o “quanto mais...” –, traz ainda o risco da associação a adolescentes e meninas.
A Convenção de Belém do Pará, da qual o Brasil é signatário desde 1995, define violência contra a mulher qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado, incluindo os padrões estereotipados de comportamento e práticas sociais e culturais baseadas em conceitos de inferioridade ou subordinação.
LOCAL: Ministério Público Federal - Av. Agamenon Magalhães, 1800 (perto da Delegacia Regional do Trabalho)
INÍCIO DA CONCENTRAÇÃO (ENTREGA DE MANIFESTO): 13h30
ENTREGA DE DOCUMENTO AO PROCURADOR DE CIDADANIA: 14h
São parceiros/as nessa atividade:
- Articulação de Mulheres do Brasil;
- Centro de Cultura Luiz Freire;
- Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia;
- Fórum de Mulheres de Pernambuco;
- Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares;
- Movimento Nacional de Direitos Humanos - Articulação/PE;
- Observário Negro;
- Secretaria de Mulheres - PSTU;
- SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia.
Escrito por MNDH-PE às 11h10
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